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Judocas divinopolitanos treinam em academia do campeão sul-americano Marcelo Vaz

Em Divinópolis, o judô conta com diversos praticantes e academias. Alguns procuram a luta apenas como prática esportiva e física, mas se o negócio é competição a cidade conta com gente qualificada no assunto.

Marcelo Vaz treina atletas que buscam conquistar medalhas. Ele é o Sensei do Centro de Artes Marciais Divinópolis(CAMAD), academia voltada também para o judô profissional. O Sensei é um ótima referência para seus alunos, pois é o atual campeão sul-americano em sua categoria.

GrupoGabiroba.com conheceu a CAMAD e conversou com o Sensei Marcelo Vaz e seus alunos-atletas. Assista a reportagem acima.

Um dos destaques da academia é a judoca Júlia Araújo. A atleta vem evoluindo no cenário mineiro do judô e já conquistou muitos títulos. Ela tem pretensões de disputar as olimpíadas e vem se preparando pesado para isso.

“Esse ano eu treinei mais pesado para competição. Eu fui para vários campeonatos mineiros e nacionais. Graças a Deus vários resultados bons. Eu tenho muita pretensão de disputar as olimpíadas. Até o final do ano eu vou competir no meeting para tentar na seleção brasileira.” – Júlia Araújo

Judô, conhecido como o ‘caminho suave’, é um dos esportes mais praticados no mundo. De acordo com a Confederação Brasileira de Judô (CBJ), a Unesco reconhece a arte marcial como umas das melhores atividades para o desenvolvimento de crianças, jovens e adultos.

Além de desenvolver a parte física do atleta, o judô também promove o lado esportivo. É um dos esportes individuais que mais renderam medalhas olímpicas para o Brasil. Do total de 22, são quatro ouros, três pratas e 15 bronzes. Ainda, segundo a CBJ, além das olímpicas, o Brasil possui 44 medalhas em Mundiais Sênior, nove medalhas em Mundiais Sênior por equipes, 61 medalhas em Mundiais Júnior e 20 em Mundiais Juvenis. Nos Jogos Pan-americanos, são 97 láureas.

Entretanto, não se engane com esses números. Eles poderiam ser maiores. Para treinar e ficar em nível de competição, os atletas nem sempre contam com apoio financeiro. Esse é um drama tradicional no Brasil que, quando superado, acaba por deixar o nome do país com o brilho das medalhas. Além dos patrocínios de empresas, a família é essencial no caminho do atleta e na maioria das vezes seu suporte financeiro. Como afirma José Gomide,  pai de um dos alunos da CAMAD.

“A parte do judô fica caro, né!. Muita viagem pra fazer… É verdadeiro pai-trocínio.” — José Gomide