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Em boas mãos: Ronaldinho Gontijo volta a Divinópolis para preparar os goleiros do Bugre

Até os anos 80, a figura do preparador de goleiro não era tão comum nos clubes brasileiros. Os exercícios para os atletas da posição eram mais voltados para a parte física e os métodos de ensino eram muito mais baseados no conhecimento empírico de cada atleta. Com o trabalho desenvolvido por profissionais como o ex-arqueiro Valdir Joaquim de Morais em clubes como Palmeiras e São Paulo, pioneiro da área no Brasil, a preparação específica dos camisas 1 é cada vez mais fundamental.

No Guarani, o trabalho na função para o Módulo 1 está a cargo de Ronaldo Gontijo, o Ronaldinho. Ele é formado em Educação Física e preparador desde 2008. Em um início de trabalho como este de agora na pré-temporada, Ronaldinho busca dar mais ênfase ao trabalho de forma específica do goleiro, em um planejamento diferenciado aos dos jogadores de linha.

“O goleiro não corre tanto e trabalho com sprint (corridas rápidas em distâncias pré-determinadas, normalmente de 100 a 400 metros), testando a velocidade de reação e situações de jogo, como bolas aéreas e reposições. Depois, nas semanas que antecedem a estréia, a gente faz o chamado polimento, uma fase final de ajuste para consertar os gestos técnicos e a tomada de decisão”.

Ainda que muitos possam pensar que a posição de goleiro é tranquila, pelo fato dele não correr tanto durante uma partida, o treinamento da posição seguramente é o mais puxado e o trabalho do preparador é dar intensidade necessária para que o arqueiro chegue em forma para os jogos.

” O goleiro precisa ter movimentos mais curtos, mas com muita intensidade. Essa força explosiva do goleiro tem de ser muito aguçada. No jogos a bola pode chegar a 120, 130 quilômetros por hora e se goleiro não estiver bem preparado, ele pode sofrer uma bolada ou uma lesão.”, ressalta.

Com passagens pelo antigo Nacional de Nova Serrana e pelo Boa Esporte de Varginha, Ronaldinho Gontijo está na sua terceira passagem pelo Bugre, depois de fazer parte da conquista do Módulo 2 de 2010 e ter trabalhado no Módulo 1 entre 2011 e 2014. Ele se diz feliz com a volta para casa, já que ele é natural de Divinópolis.

“É um prazer voltar ao Guarani. Fiquei em 2016 e 2018 fora e estou regressando muito motivado, muito feliz de voltar a trabalhar com o Leandro, com quem eu já trabalhei em 2013 e com o Neto, com quem estou trabalhando a primeira vez”.